quarta-feira, 12 de agosto de 2015




[Nadar escreve-se com o corpo]

A incultura do que não nada

Quando começou o homem a nadar e como aprendeu? Este enigma encontra as suas primeiras respostas em vestígios arqueológicos de 2 500 A.C. de onde se pode concluir que, entre os egípcios, nadar era um dos elementos essenciais da educação pública.
Os Atenienses aprendiam a nadar, a ler e a escrever desde a infância. Não o fizeram como desporto ou como atividade física, fizeram-no por ser útil. Há um provérbio atribuído a Diogeniano que (referindo-se aos ignorantes) afirma: ”Nem nadar nem ler nem escrever”. O próprio Platão, em As Leis, interroga-se:Deveria confiar-se um cargo oficial a pessoas que são o contrário da gente culta e que, como diz o provérbio, não sabem nadar nem ler?” Também os Etruscos, como os Romanos, dedicaram a maior atenção ao nadar.
Na Idade Média, nadar não era tão bem visto, sobretudo porque não havia educação pública mas, também, por interferência do cristianismo que proibia qualquer atividade que se realizasse com o corpo praticamente despido. (Destacado, tradução livre)

“A Alemanha declara guerra à Rússia. À tarde, fui nadar.”
Franz Kafka, “Diários”, 2 de Agosto de 1914

El País, María Jesús Espinosa 11 AGO 2015 - 00:00 CEST

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