terça-feira, 25 de agosto de 2015

FUSO 2015

ANUAL DE VÍDEO ARTE INTERNACIONAL DE LISBOA


CARPE DIEM - 27 AGO – 30 AGO




 
“A par de uma selecção realizada a partir do open call FUSO, com uma programação distinta que divulga a vídeo arte portuguesa, apresentaremos obras, confrontando linguagens já históricas às mais contemporâneas, que cruzam o vídeo, a performance e o cinema, seleccionados e apresentados por curadores internacionais que desenharam este programa exclusivamente para o FUSO.
Juntado artistas, curadores, um elevado número de público geral, especialista e responsáveis de grandes colecções de vídeo arte e instituições artísticas nacionais envolvidas nessa pratica contemporânea, veremos obras da América do Norte e do Sul, Europa e Médio Oriente. Ernesto de Sousa, criador nos anos 70 do primeiro evento de vídeo arte em Portugal, será o artista homenageado no nosso país. A carta branca aos artistas nacionais será  este ano assumida por Miguel Palma.”  [http://www.fusovideoarte.com/2015/home.html]

https:-www.facebook.com/FUSOanualvideoarte

Learn to Fly - Foo Fighters Rockin1000 Official Video





Learn To Fly

Run and tell all of the angels
This could take all night
Think I need a devil
To help me get things right
Hook me up a new revolution
'Cause this one is a lie
We sat around laughing
And watched the last one die

I'm looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for complication
Looking, cause I'm tired of lying
Make my way back home when I learn to fly high

I think I'm done nursing the patience
I can wait one night
I'd give it all away
If you give me one last try
We'll live happily ever trapped
If you just save my life
Run and tell the angels
That everything is alright

I'm looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for a complication
Looking, cause I'm tired of trying
Make my way back home when I learn to fly high
Make my way back home when I learn to...

Fly along with me
I can't quite make it alone
Try and make this life my own
Fly along with me
I can't quite make it alone
Try to make this life my own

I'm looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for a complication
Looking, cause I'm tired of trying
Make my way back home when I learn to...

Looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for a complication
Looking, cause I'm tired of trying
Make my way back home when I learn to fly high
Make my way back home when I learn to fly

Make my way back home when I learn to...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Massive Attack - Mezzanine (full album HD DOWNLOAD)


DESLUMBRAMENTOS

Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.

Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...

Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!

Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...

Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!

O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!

Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.

E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.

Mas cuidado, mi1ady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.

E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!




quinta-feira, 20 de agosto de 2015




Uma das poetas mais importantes da literatura peruana, Blanca  Leonor  Varela Gonzales (Lima, Perú, 10 de agosto 1926 – 12 de março 2009) e da América Latina, amiga do prémio nobel Octavio Paz e de outros autores, em Paris, como Sartre, Simone de Beauvoir, Michaux, Giacometti, Léger, Tamayo y Martínez Rivas. Foi autora de Ese puerto existe | Luz de día (poemario) | Valses y otras falsas confesiones | Ejercicios materiales | El libro de barro | Concierto animal | Canto Villano



Monsieur Monod no sabe Cantar
querido mío
te recuerdo como la mejor canción
esa apoteosis de gallos y estrellas que ya no eres
que ya no soy que ya no seremos
y sin embargo muy bien sabemos ambos
que hablo por la boca pintada del silencio
con agonía de mosca
al final del verano
y por todas las puertas mal cerradas
conjurando o llamando ese viento alevoso de la memoria
ese disco rayado antes de usarse
teñido según el humor del tiempo
y sus viejas enfermedades
o de rojo
o de negro
como un rey en desgracia frente al espejo
el día de la víspera
y mañana y pasado y siempre
noche que te precipitas
(así debe decir la canción)
cargada de presagios
perra insaciable ( un peu fort)
madre espléndida (plus doux)
paridora y descalza siempre
para no ser oída por el necio que en ti cree
para mejor aplastar el corazón
del desvelado
que se atreve a oír el arrastrado paso
de la vida
a la muerte
un cuesco de zancudo un torrente de plumas
una tempestad en un vaso de vino
un tango
el orden altera el producto
error del maquinista
podrida técnica seguir viviendo tu historia
al revés como en el cine
un sueño grueso
y misterioso que se adelgaza
the end is the beginning
una lucecita vacilante como la esperanza
color clara de huevo
con olor a pescado y mala leche
oscura boca de lobo que te lleva
de Cluny al Parque Salazar
tapiz rodante tan veloz y tan negro
que ya no sabes
si eres o te haces el vivo
o el muerto
y sí una flor de hierro
como un último bocado torcido y sucio y lento
para mejor devorarte
querido mío
adoro todo lo que no es mío
tú por ejemplo
con tu piel de asno sobre el alma
y esas alas de cera que te regalé
y que jamás te atreviste a usar
no sabes cómo me arrepiento de mis virtudes
ya no sé qué hacer con mi colección de ganzúas
y mentiras
con mi indecencia de niño que debe terminar este cuento
ahora ya es tarde
porque el recuerdo como las canciones
la peor la que quieras la única
no resiste otra página en blanco
y no tiene sentido que yo esté aquí
destruyendo
lo que no existe

querido mío
a pesar de eso
todo sigue igual
el cosquilleo filosófico después de la ducha
el café frío el cigarrillo amargo el Cieno Verde
en el Montecarlo
sigue apta para todos la vida perdurable
intacta la estupidez de las nubes
intacta la obscenidad de los geranios
intacta la vergüenza del ajo
los gorrioncitos cagándose divinamente en pleno cielo
de abril
Mandrake criando conejos en algún círculo
del infierno
y siempre la patita de cangrejo atrapada
en la trampa del ser
o del no ser
o de no quiero esto sino lo otro
tú sabes
esas cosas que nos suceden
y que deben olvidarse para que existan
verbigracia la mano con alas
y sin mano
la historia del canguro -aquella de la bolsa o la vida-
o la del capitán encerrado en la botella
para siempre vacía
y el vientre vacío pero con alas
y sin vientre
tú sabes
la pasión la obsesión
la poesía la prosa
el sexo el éxito
o viceversa
el vacío congénito
el huevecillo moteado
entre millones y millones de huevecillos moteados
tú y yo
you and me
toi et moi
tea for two en la inmensidad del silencio
en el mar intemporal
en el horizonte de la historia
porque ácido ribonucleico somos
pero ácido ribonucleico enamorado siempre


quarta-feira, 19 de agosto de 2015


Kurant, (2011–12)
   


Uma prateleira de livros que contém literatura não escrita, livros só mencionados 


A Literatura em potência

[Txt traduzido da nota de abertura]

Em  Phantom Library, (2011–12), Kurant concebeu um conjunto de livros cuja existência só fora aflorada por personagens em obras da ficção de Jorge Luis Borges, Philip K. Dick, e Vladimir Nabokov. (…)

Kurant colheu informação em cada trama, em cada personagem, em cada tema; criou, para cada volume, uma sobrecapa e uma identidade gráfica individual; além disso, posteriormente, legitimou-os com um código de barras e um ISBN que integraram estes volumes no mercado editorial mundial. Embora, na sua maioria, estejam vazios, algumas páginas de certos livros são intercaladas com imagens a preto e branco que representam estrelas e planetas no espaço, aludindo à expansiva possibilidade de realizar o irreal e à insignificância do individual no meio de forças maiores.



UM HOTEL COM MUITOS LIVROS

Situado no nº 299 da Madison Avenue, o Hotel Biblioteca de Nova Iorque põe à disposição dos seus hóspedes um acervo de mais de 6000 livros, organizados de acordo com a Classificação Decimal de Dewey (CDD).


Assim, o hotel está dividido em dez andares – cada um representa uma das dez categorias da tabela e possui sessenta quartos – cada um, e em cada andar, correspondente a um dos temas específicos de cada categoria:
Categorias CDD:

000 - A ciência da computação, informação, obras gerais
100 - Filosofia, parapsicologia e ocultismo, psicologia
200 - Religião
300 - Ciências Sociais
400 - Línguas
500 - Ciências da Natureza e Matemática
600 - Tecnologia (ciências aplicadas)
700 - Artes, Entretenimento e Desportos
800 - Literatura (Belas Letras) e Escritas técnicas
900 - Geografia, História e disciplinas auxiliares.

Um hóspede que queira ficar e tenha lugar no 7º andar, porque lhe apetece recolher-se a um ambiente familiar, poderá fazê-lo no quarto 800.003, consagrado à Poesia.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Portishead - Only You



Only You

We suffer everyday
What is it for
These crimes of illusion
Are fooling us all
And now i am weary
And i feel like i do
Its only you
Who can tear me apart
And its only you
Who can turn my wooden heart
The size of our fight
It's just a dream
We've crushed everything
I can see, in this morning selfishly
How we've failed and i feel like i do
Its only you
Who can tear me apart
And its only you
Who can turn my wooden heart
Now that we've chosen to take all we can
This shade of autumn a stale bitter end
Years of frustration lay down side by side
And it's only you
Who can tear me apart
It's only you
Who can turn my wooden heart

Grant Snider

Summer 2015 issue,  The Southampton Review

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

https://designschool.canva.com/blog/motivational-quotes-creativity/ 

De profundis amamus

Ontem às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria

Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros

Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
é há quatro mil pessoas interessadas
nisso

Não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso


© 1957, Mário Cesariny 
in Pena Capital
Assírio & Alvim

quinta-feira, 13 de agosto de 2015


Impressionante “Escada do Céu” levantada a 1650 pés, com fogo de artifício, pelo artista chinês Cai Guo-Qiang



Todos os livros



“Esta exposição reúne cerca de 40 livros de artista que Lourdes Castro produziu desde os anos 50 até aos nossos dias, muitos deles nunca expostos. Entre os livros inéditos é apresentado Un Autre Livre Rouge, feito em Paris no início dos anos 70, em colaboração com Manuel Zimbro.
Será publicado o Catálogo comprovado/raisonné dos livros de artista de Lourdes Castro, durante a primeira quinzena de setembro.”
[Curadoria: Paulo Pires do Vale]

Herberto Helder. Paris, 1958 |  1 f. com uma pequena serigrafia original sobre papel de jornal, colada à página e assinada “Lurdes”. Texto: “extraído de Prefácio para um Dicionário de Rimas”, escrito à mão e impresso em serigrafia. Assinado e datado. Edição não numerada de 12 exemplares.
Col. da artista

Galeria Exposições temporárias do Museu Gulbenkian
Até 26 out 2015  | 10:00 - 18:00  |  Encerra às terças 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015




[Nadar escreve-se com o corpo]

A incultura do que não nada

Quando começou o homem a nadar e como aprendeu? Este enigma encontra as suas primeiras respostas em vestígios arqueológicos de 2 500 A.C. de onde se pode concluir que, entre os egípcios, nadar era um dos elementos essenciais da educação pública.
Os Atenienses aprendiam a nadar, a ler e a escrever desde a infância. Não o fizeram como desporto ou como atividade física, fizeram-no por ser útil. Há um provérbio atribuído a Diogeniano que (referindo-se aos ignorantes) afirma: ”Nem nadar nem ler nem escrever”. O próprio Platão, em As Leis, interroga-se:Deveria confiar-se um cargo oficial a pessoas que são o contrário da gente culta e que, como diz o provérbio, não sabem nadar nem ler?” Também os Etruscos, como os Romanos, dedicaram a maior atenção ao nadar.
Na Idade Média, nadar não era tão bem visto, sobretudo porque não havia educação pública mas, também, por interferência do cristianismo que proibia qualquer atividade que se realizasse com o corpo praticamente despido. (Destacado, tradução livre)

“A Alemanha declara guerra à Rússia. À tarde, fui nadar.”
Franz Kafka, “Diários”, 2 de Agosto de 1914

El País, María Jesús Espinosa 11 AGO 2015 - 00:00 CEST

Song in Blue Minor
(oil on canvas)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

NA PRAIA…A LER

Praia de Matosinhos
“Histórias Frescas, Todos os Dias”

Até 16 de Agosto,
na praia, um frigorífico atestado com livros para todos os gostos. A iniciativa quer promover a leitura em férias e constitui-se como uma biblioteca comunitária de bookcrossing. Este programa de apoio à leitura é um novo projecto de responsabilidade social da Cetelem que se chama “Tem Tudo a Ler”




Praias de Carcavelos, Tamariz, Torel e Ribeira Grande (S.Miguel)
Livros para todos os gostos

A Chiado Editora, põe 300 títulos à disposição de quem queira ler: literatura infantil, romance histórico, ficção, poesia…até dia 31 de agosto.

Praia da Torre (Oeiras)
“Oeiras a Ler”

A Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras tem um espaço de leitura na Praia da Torre que, até dia 31 de agosto, lhe permite ler livros, revistas e jornais.

Praias de Sesimbra e Meco
Bibliotecas de Praia

A Praia do Ouro e da Califórnia, em Sesimbra, a Praia do Meco e a da Lagoa de Albufeira põem à disposição livros e jornais. Promovem, também, iniciativas de estímulo à leitura: horas do conto, oficinas de expressão plástica, de dramatização, de ilustração e jogos

Praias de Melides e Carvalhal
Leitura à beira mar em tempo de férias

A Câmara de Grândola, pioneira das bibliotecas de praia, organizou dois espaços (Praia do Carvalhal e Melides) onde possibilita a consulta de jornais e revistas e empresta livros (também banda desenhada) para todas as idades e de todos os géneros
Praias da Póvoa de Varzim
"Onde as leituras cheiram a mar"

A Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, promove iniciativas de animação da leitura e faz divulgação de obras que todos podem ler na praia.  

Praia da Tocha
Biblioteca de Praia

Em Cantanhede, até15 de Setembro, a Biblioteca da Praia disponibiliza cerca de 700 títulos de vários géneros, jornais, revistas e internet. Bons mergulhos!





1929-2015







segunda-feira, 3 de agosto de 2015


«Orpheu acabou. Orpheu continua»




Exposição organizada na Biblioteca Nacional de Portugal por Carla Datia e Luís Augusto Costa Dias e activa até 21 de Agosto de 2015, pode avaliar-se do papel do modernismo a partir da revista Orpheu.

“ (…). Depois «daqueles tempos antigos do Orpheu», o modernismo prosseguiu ainda em estado de manifesto durante uma década, através de Capa de «Exílio», n.º 1, 1916. RES. 2751 V. sequelas mais ou menos efémeras que prolongaram essa geração de vanguarda, desde Contemporânea (com uma primeira tentativa nesse mesmo ano de 1915 e retomada em 1922) à revista SW (sequela já longínqua, de 1935), passando por outras publicações como Exílio e Centauro (1916), Portugal Futurista (1917) e Athena (1924-1925)... “ 

domingo, 2 de agosto de 2015




Nas comemorações dos 50anos do Teatro Experimental de Cascais, TEC, entra em cena, com dramaturgia de Miguel Graça e encenação de Carlos Avillez, o poema dramático de Ibsen, Peer Gynt, escrito em 1867.
“(…) A ação atravessa toda a vida do protagonista, desde a infância à morte, uma viagem física da Noruega ao Médio Oriente, e, ao mesmo tempo, uma viagem interior pelo autoconhecimento, onde o enigmático Peer Gynt – para muitos o paradigma do anti-herói egoísta e inconsciente da consequência das suas ações – vai percorrer um mundo recheado de fantasia e desespero, tendo sempre por objetivo, seja no universo subterrâneo dos trolls ou num manicómio no Cairo, ser imperador de todo o planeta.” 

Actores: António Marques, Bruno Bernardo, Fernanda Neves, Filipe Abreu, João Cachola, Luiz Rizo, Maria Vieira, Teresa Côrte-Real, Sérgio Silva e ainda os alunos finalistas e os alunos do 2º ano da Escola Profissional de Teatro de Cascais.

Teatro Mirita Casimiro  - até 9 de Agosto