terça-feira, 1 de março de 2016






Acho que perdi toda a minha vida em transportes

      Digo já que a perco porque sei como vai ser

Migração pendular para aqui, migração pendular para ali

       É de facto algo que nunca poderei evitar

                                             Rotina

 O despertador toca, desligo, são sete em ponto da manhã

Claro que quando isto acontece deixo-me adormecer de novo

         Acordo com o sol nas ventas

     Corro para a casa de banho, ajeito-me

      Acho que a camisola de ontem está boa

                  Perfume, dentes lavados

       Caderno fechado, lápis arrumado,

       Outra vez na paragem, a esperar

                                      Entro

                    E o ciclo recomeça.


Duarte Manuel Sousa de Matos Fortuna
1º Ensino Secundário
ES/3 de Palmela

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